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Geral - 27/05/2020 16:14:06

Alunos com necessidades especiais também aprendem em casa

Equipe da Semed adapta as atividades para que todos possam aprender durante a quarentena
(A partir da esquerda) José Carlos, Pedro e Lidiana com o pequeno Oskar em momento de aprendizado - Arquivo pessoal
(Da esquerda) Matheus, Pedro e Lidiana com o pequeno Oskar - Arquivo pessoal

 

As escolas municipais têm criado alternativas para enviar atividades aos alunos durante o isolamento social. E a galerinha do Atendimento Educacional Especializado (AEE) não ficou de fora da iniciativa. Com esses pequenos, o que muda é o empenho especial da equipe e o olhar diferenciado para as características de cada um.

O trabalho do AEE está baseado em desenvolver nos alunos as aprendizagens escolares, os valores morais, o resgate da sua história e cultura para despertar uma visão crítica. Tudo isso é feito também durante o período de quarentena. As atividades de sala de aula regular são enviadas aos professores do AEE para serem adaptadas de acordo com cada caso, desde a educação infantil até as séries finais do ensino fundamental.

“Nesse momento de pandemia, estou recebendo da escola as atividades todas ampliadas. Sempre posso contar com a professora do AEE, que nos dá toda a assistência via WhatsApp”, comenta Alexandra Oliveira Rocha, mãe de aluno com baixa acuidade visual do 3º ano da Emef Caxixe.

Transformar o ambiente domiciliar em local de estudo dá trabalho, mas a recompensa vem. “No começo foi um desafio ensinar meu filho em casa, pois o isolamento social e a quebra da rotina fizeram aumentar consideravelmente a ansiedade dele. Nesse ponto, a escola foi essencial para que a gente pudesse reorganizar nossa rotina e retomar os laços escolares”, conta Fernanda Christo, mãe do pequeno Pedro Christo M. Rocha, da Emef Caxixe. Ele tem grau leve de autismo, o que exige atenção diferenciada na adaptação dos estudos.

 

O sorriso de Anthony e o rosto concentrado de Bernardo durante as atividades - Arquivo pessoal
O sorriso de Anthony e o rosto concentrado de Bernardo durante as atividades - Arquivo pessoal

 

 

Coisa de família

Com a garotada passando mais tempo com as famílias, a participação dos pais se tornou fundamental no aprendizado, mas não foram só eles que entraram no circuito. Na casa do Matheus Eler Côra, do 9º ano da Emeief Pindobas, a irmã, Andressa, colabora nos estudos. “Eu me disponibilizei para ajudá-lo e acompanhá-lo nessa nova forma de aprendizado. Com o passar das semanas foi ficando mais fácil realizar as atividades e também passei a ter maior convivência com meu irmão. Nós nos aproximamos bastante. Achei que o ensino a distância foi a melhor forma em meio a essa situação de pandemia para que os alunos continuassem a aprender”, comenta Andressa.

A realidade da quarentena forçou mudanças, mas nem todas foram ruins. É o que revela o relato de Lidiana de Souza, mãe de aluno da Emei Antônio Roberto Feitosa. “Só tenho a agradecer aos professores, juntamente a toda Secretaria de Educação, pois estão tendo um papel fundamental e um olhar especial na educação de nossos filhos também nesse momento difícil. Com a ajuda deles, estamos nos reinventando. As tarefas que estão vindo estão sendo muito importantes, pois as crianças ficam um período muito grande em casa e precisam, de alguma forma, de interação com a escola”, explica Lidiana.

A gratidão pelo trabalho realizado não vem apenas dos pais. “Eu sinto muita gratificação em poder, nesse momento tão difícil, auxiliar os alunos do AEE e orientá-los pelo WhatsApp ou e-mail nas suas tarefas, mesmo distante da escola”, conta a professora Edna Meire, da Emef Atílio Pizzol.

E, assim, dia após dia, o ensinar e o aprender vão se multiplicando e formando uma ponte para um futuro cheio de esperança. “Com essa ação, quando pudermos voltar às escolas, acreditamos que os alunos do AEE estarão prontos para prosseguirem em seus aprendizados”, finaliza a professora Sandrélia Lopes de Souza, do AEE da Emei e da Emef Caxixe.

 

A partir da esquerda: Maria Vitória, Kaio e Rafaela desenvolvem atividades adaptadas para suas necessidades - Arquivo pessoal
A partir da esquerda: Maria Vitória, Kaio e Rafaela desenvolvem atividades adaptadas para suas necessidades - Arquivo pessoal
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